deixas o legado
e levas todo o leve
eu vivo mais pesado
que meu existir te deve
se tu existisses breve
quem me dera, quem me dera
que ainda existisses linda
quase um sonho um tu-ainda
mas se só existes sonho
já não durmo, já não duro
que alguém também me leve
estou coberto de furos
cada um é falta tua
em que minha alma escorre nua
eu repleto de vazio
me completo com tristeza
e se tu voltasses riso
sorrisses servindo a mesa
aí eu crescia o ciso
e jamais seria frio
vivia sem mais represa
das lágrimas de que preciso
pra aguar meu peito seco
- só a saudade é de verdade
se tu existisses livre
aí eu também me livro
e cada furo meu fosse asa
que nos voasse pra casa
queria sentir criança
queria roubar-te o sono
pudesse invadir-me o sonho
a verdade da tua lembrança



7, June, 2009 at 9:10 pm
como diz (?) nosso amigo Necchi
‘clap, clap, clap’
em especial aos três últimos versos